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Coquetel Vitória Coworking

O publicitário Fernando Manhães, presidente do Grupo Prix, realiza na próxima terça-feira (18), um coquetel de apresentação do Vitória Coworking, o novo negócio do seu grupo.

O projeto foi desenvolvido pelas arquitetas Julia Imperial e Luiza Marim e está exposto na mostra Morar Mais, em Camburi, onde será realizado o evento. O espaço, que tem como proposta agregar modernidade e inovação, pode ser testado pelos visitantes.

Otavio depois de Otavio

Octávio Frias e Otávio Frias Filho Foto João Wainer 24.03.2006

Nizan Guanaes

Nizan Guanaes

Que a cultura Otavio seja o manual de redação da história desta Folha

Seu Frias, um homem esplêndido, carismático, que dizia coisas incríveis, foi sortudo porque teve filhos que se complementam de maneira fora da curva na direção desta Folha e de seu grupo empresarial: Luiz, um empreendedor visionário de sucessos incontestáveis; Maria Cristina, jornalista e embaixadora da família junto ao mundo dos negócios e em fóruns importantes como Davos; e Otavio, a maior figura do jornalismo nacional contemporâneo, que nos deixou tão precocemente na semana passada.

A sucessão de uma pessoa deste tamanho não é trivial.

Edsel Ford era um avanço em relação a seu pai, Henry Ford, que começou como um revolucionário e inventor do modelo Ford e terminou sua longa vida execrando judeus, batendo em trabalhadores e já sendo questionado em sua sanidade. Ainda assim, suceder a Henry Ford foi uma pedreira para Edsel.

Suceder a Steve Jobs na Apple também não foi fácil. Tim Cook está indo muito bem, mas seria por mérito dele ou pela companhia que herdou de seu fundador?

É no momento de sucessões traumáticas e/ou dramáticas que a cultura empresarial exerce um papel ainda mais fundamental. Nesses meus quase 40 anos de profissão, eu posso dizer que o que mantém as empresas para além dos grandes líderes é a sua cultura.

Cultura é aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. A Folhatem uma cultura muito forte. Existe o Manual da Redação, o posto de Ombudsman, a cultura Folha.

São comportamentos e atitudes que os fundadores e líderes da empresa vão passando a todos os seus colaboradores e públicos pelas suas atitudes e pela rádio-corredor. Frugalidade, por exemplo, é Folha. Seus donos sempre foram estoicos. A busca da precisão e da pluralidade, também.

Enfim, se reunirmos dez pessoas numa sala para colocarem em uma folha de papel o que é cultura Folha, sem dúvida a maioria dessas pessoas vai escrever 50%, 60% de características iguais. Isto é a Folha.

Empresas como Itaú, Natura e Ambev sabem disso como ninguém e são fanáticas por cultura, uma mistura de disciplina, faro e convicção.

O Otavio me achava engraçado. Ele é cerebral, e eu, passional. Ele é profundo e intelectual, e eu, raso. Ele é modesto, e eu, baiano. Mas, com sua pluralidade, Otavio me acolheu com fidalguia.

Em uma de minhas colunas nesta Folha, eu cometi um erro com o texto “Procura-se uma cozinheira” (comunicação não é o que a gente diz, mas o que os outros entendem) e me desculpei rapidamente com um artigo consecutivo intitulado “Errei”.

Otavio me deu sua opinião bem Otavio sobre os dois textos, de maneira direta e lacônica: você foi um craque quando voltou atrás. Isso é cultura Folha, de compromisso zero com o erro.

Trabalho para Otavio de 1986 até hoje. Depois de tanto tempo assim, você já conhece coisas de que Otavio gosta, coisas de que ele obviamente não gosta e outras coisas muitas vezes surpreendentes porque um homem surpreendente é surpreendente.

Então, acredito que a maneira não mórbida de manter Otavio vivo é cultura, cultura, cultura.

A cultura mantém os principais fundamentos, mas também dá liberdade aos sucessores de serem eles mesmos, evitando réplicas e arremedos que nunca dão certo.

Que a cultura Otavio seja o manual de redação da história desta Folha para os próximos tempos.

Nizan Guanaes

Publicitário, fundador do Grupo ABC.

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Chega de enrolar, tem que se atualizar!

Está de volta, pela 6ª vez o CAP – Curso de atualização Publicitária, que é realizado pela Atitude Educação Executiva, empresa do Grupo Prix, e acontecerá
entre os dias, 27 de agosto e 1º de setembro, na sede do Grupo, em Bento Ferreira.
Este ano o CAP contará com três módulos: Atendimento 4.0, que será
ministrado por Marcelo Serra, Redação Publicitária nas redes sociais, com Victor Mazzei, e Planejamento de Marketing na prática, com Carine Cardoso.
O curso, que já é referência no mercado de comunicação, visa a atualizar os participantes através de um conteúdo qualificado, com foco na aplicação
prática. As inscrições podem ser feitas pelo site http://atitudeedu.com.br/  ou pelo telefone (27) 21249741. Estudantes e Associados ao SINAPRO-ES podem
se inscrever com desconto.

Pela 11ª vez, AlmapBBDO é a Agência do Ano no Wave

Salles Neto, presidente do Grupo M&M, entrega o prêmio de Agência do Ano à Keka Morelle, da AlmapBBDO (Crédito: Eduardo Lopes/ Imagem Paulista)

A AlmapBBDO conquistou o prêmio de Agência do Ano no Wave Festival in Rio, o Festival Latino-Americano de Criatividade promovido pelo Grupo Meio & Mensagem. Esta foi a 11a vez que a agência foi agraciada com o título; entre os Grand Prix,  a agência conquistou  o de Industry Craft pela campanha “Feitas para o verão brasileiro”, criada para Havaianas. O evento foi encerrado na noite desta quarta-feira, 23, com um coquetel no hotel Grand Hyatt, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez, o Festival também entregou o prêmio de Holding do Ano, que foi para o Omnicom. Continuar a ler Pela 11ª vez, AlmapBBDO é a Agência do Ano no Wave

Júri presencial reúne 69 profissionais no Rio

A partir desta segunda-feira, dia 21, um grupo de 69 lideranças criativas e profissionais de marketing estarão reunidos ao longo de três dias para definir os melhores trabalhos da indústria da comunicação na região. O júri 100% presencial é uma característica que o Wave Festival preserva desde a sua primeira edição. Em 2018, há representantes de dez países: Brasil, Argentina, Estados Unidos, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e Uruguai.

Eles estarão divididos em cinco grupos, com a tarde de segunda-feira, 21, e a manhã da terça-feira, 22, dedicadas à formação dos shortlists. Na tarde de terça e manhã de quarta, 23, os jurados estarão dedicados a eleger os Grand Prix, Ouros, Pratas e Bronzes de cada uma das 18 categorias. A premiação aos vencedores acontecerá no Grand Hyatt na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na quarta-feira, dia 23, às 20hs.

A 11ª edição do Festival Latino-Americano de Criatividade assume também também o objetivo de estabelecer um ambiente propício aos profissionais convidados para troca de ideias e networking.

Enquanto em outros festivais internacionais, como Cannes, por exemplo, os julgamentos são tensos, cercados de competitividade e cobrança das redes, no Wave o espírito pretendido é outro. “Os jurados vêm mais abertos, para conhecer outros criativos da região, trocar experiências, com um clima de cordialidade, amizade”, diz Marcelo de Salles Gomes, vice-presidente executivo do Meio & Mensagem. A partir daí, surgiu o insight de aproveitar no Wave a experiência de sucesso em outros dois eventos promovidos pelo Grupo M&M: o Marketing Network Brasil, voltado aos profissionais de marketing, e o Mídia Master Brasil, destinado aos principais mídias do País. “A ideia é fazer algo similar com os criativos, que replique o clima de integração que já conseguimos com estes dois outros eventos. Então, em vez de fazer um júri corrido, estamos investindo na interação entre eles, no network, na troca de experiências”, frisa Marcelo.

Confira, a seguir, os cinco grupos de jurados e os respectivos presidentes de cada uma das 18 áreas do Wave 2018:

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Julio Ribeiro mostra que caminho do Brasil é o trabalho

Julio Ribeiro, 82, morreu na madrugada do dia 2, vítima de um AVC, aos 84 anos. - FOLHA DE S.PAULO
Julio Ribeiro, 82, morreu na madrugada do dia 2, vítima de um AVC, aos 84 anos. – FOLHA DE S.PAULO

Julio Ribeiro trabalhou toda a sua vida até o último dia, aos 84 anos de idade. Nem uma grave doença nos últimos anos o venceu. Julio trabalhou íntegra e integralmente até nos deixar. Portanto, estou aqui não só para homenagear Julio Ribeiro, que parou de trabalhar no início do mês, mas para celebrar a paixão pelo trabalho que ele e sua vida toda representam tão dignamente.

Eu tenho essa paixão. Peguei uma agência da Bahia, a DM9, e fiz dela a maior potência criativa do mundo, ganhando o Agency of the Year em Cannes em 1997 a primeira vez que o prêmio foi concedido a uma agência fora do eixo EUA-Reino Unido.

Vendi a DM9 em 1999 e depois lancei o iG com Guga Valente, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, entre outros, sendo pioneiro da internet no Brasil. Investi com Fernando Altério para criar o Credicard Hall. Voltei para a propaganda com meu parceiro Guga Valente e junto com Marcio Santoro, Sergio Gordilho e Luiz Fernando Vieira fizemos esta que é uma das máquinas da criatividade do Brasil, a Africa.

Mas eu e Guga não paramos por aí. Recompramos parte da DM9 e paulatinamente construímos o maior grupo brasileiro da propaganda e um dos 20 maiores do mundo, o Grupo ABC, que foi vendido no maior deal da história da propaganda nacional.

Relato tudo isso não para me vangloriar, mas para dizer que, por tudo que já fiz, poderia parar. Mas, como Julio Ribeiro, o amor pelo trabalho, que é o amor pelo sonhar e construir, me leva adiante.

Eu amo trabalhar e amo o meu trabalho. No ano passado, eu tive o desafio e a honra de reestruturar aquela que é a minha amada e lendária DM9, que agora entrego a dois craques para comandá-la. O ano de 2017 foi uma pauleira. Deu insônia e um monte de refluxo. Tive que aprender a ser o Tite e a sabedoria de não querer ser o Neymar. E foi gratificante ser apontado pela publicação especializada Meio & Mensagem um dos dez publicitários do ano no meu ano 60.

Não é fácil se reinventar, mas meus amigos me chamam de fênix. Nasci DM9, vendi, fiquei perdido, renasci, tirei o iG do vermelho, botei o iG no azul, morri, voltei Africa e virei ABC. E tem mais.

Com o Julio Ribeiro que há dentro de mim, estou inventando novas coisas. Se vai dar tudo certo? Não vai. Na minha vida, na vida do Jorge Paulo, na do Abilio Diniz, na do Bill Gates, na do Steve Jobs. Mas, quando não é mais o dinheiro, é essa enorme paixão pelo ofício que se impõe e que renova a gente. Que nos leva a seguir em frente e a pular da cama todo dia de manhã cheio de energia. É a paixão pelo trabalho que faz Luiza Trajano ser Luiza Trajano, Ivete Sangalo ser Ivete Sangalo, Fernanda Montenegro ser Fernanda Montenegro, Roberto Kalil ser Roberto Kalil, Rogério Fasano ser Rogério Fasano, Fernando Altério ser Fernando Altério, Duda Melzer ser Duda Melzer.

Eu adoro férias, mas, depois de dez dias, socorro! Eu quero o meu trabalho! E é essa paixão pelo trabalho e pelo empreendedorismo que temos de ensinar às novas gerações. A paixão pelo trabalho, por empreender, que é o grande legado do mestre Julio Ribeiro e a mensagem que ele deixa para todos nós. O legado da paixão pelo trabalho, que não tem atalho. O trabalho que gera riqueza, que gera emprego e que dá sentido à vida.

Julio Ribeiro é um sinal na estrada (e no céu) mostrando que o caminho do Brasil é o trabalho.

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‘É uma barra-pesada esta obsessão do patrulhamento’, diz Olivetto

Olivetto_97020316_marcelotabach-4O mais célebre publicitário do país, Washington Olivetto, 66, lança em abril sua autobiografia: “Direto de Washington – W Olivetto por Ele Mesmo”, a ser publicada pela editora Sextante, com foto de capa de Sebastião Salgado.

O livro, uma coletânea não cronológica de casos protagonizados pelo publicitário, foi escrito em Londres, para onde se mudou em agosto do ano passado, em busca de uma formação mais ampla para os filhos gêmeos adolescentes. Se diz um eterno otimista, mas lamenta o momento “difícil” do país. Continuar a ler ‘É uma barra-pesada esta obsessão do patrulhamento’, diz Olivetto

As mudanças nas lideranças de agências em 2017

Lideranças trocadas em 2017Seja pela saída ou entrada de sócios, contratação de novo CEO ou chegada de novas lideranças, grandes agências de publicidade do País vão encerrar 2017 com uma estrutura de liderança bem diferente da qual iniciaram o ano.

Ao menos treze grandes agências passaram por mudanças em sua cúpula. Logo no início do ano, Nizan Guanaes, chairman do Grupo ABC, anunciou ao mercado que voltaria ao comando da DM9, agência fundada por ele, para auxiliar a companhia a retomar o ritmo dos negócios. No final de outubro, em uma grande movimentação que envolveu duas holdings internacionais, Hugo Rodrigues deixou a presidência da Publicis, agência onde passou mais de 18 anos, para assumir o desafio de gerir a operação brasileira da WMcCann, substituindo Washington Olivetto, um dos maiores nomes da história da publicidade brasileira. Continuar a ler As mudanças nas lideranças de agências em 2017

Nota Legal e Nota Rural em Presidente Kennedy

Anúncio Nota LegalDurante este mês de dezembro os kennedenses estão participando das promoções Nota Legal e Nota Rural, da Prefeitura de Presidente Kennedy.

Com criação da Prisma Propaganda, a campanha é bem prática e didática e fornece de forma clara as principais informações da mecânica de cada promoção. Para compor visualmente as peças e marcas foram utilizados ícones, que façam referência ao consumo no comércio local e às produções nos campos. Continuar a ler Nota Legal e Nota Rural em Presidente Kennedy

Premiação de Cannes Lions vai mudar e ampliar relevância de Leões

cannes_lionsAlém das alterações na programação do evento e na redução de custos para os participantes, Cannes Lions também está mudando a lógica da premiação.

O objetivo, segundo o presidente do festival, José Papa Neto, é dar mais relevância aos Leões, reduzindo a quantidade de prêmios distribuídos em cada categoria. Ao todo, segundo a organização de Cannes Lions, 120 subcategorias da premiação serão eliminadas em 2018.

Outra crítica dos participantes de Cannes Lions será encaminhada. No ano que vem, os júris vão começar a olhar separadamente as peças criadas para empresas, com o objetivo de gerar negócios e vendas, e as realizadas para organizações não governamentais.

Trata-se de uma transição para que campanhas feitas com diferentes intuitos tenham avaliações totalmente separadas até 2019 ou 2020. Uma das queixas de era que certas campanhas para ONGs recebiam prêmios importantes, apesar de terem alcance pequeno de público.

Fonte: Estadão Conteúdo – Fernando Scheller